A China exportou 8,205 milhões de veículos nos três primeiros trimestres do ano, alta de 65,8% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (CAAM). As exportações de veículos de nova energia (VNE) chegaram a 4,006 milhões de unidades, alta de 130%. Só em setembro foram 1,053 milhão de veículos exportados (+61,4%), incluindo 571 mil VNE (+160%).
Chen Shihua, vice-secretário-geral da CAAM, afirmou que os VNE representam mais de 50% das exportações pelo quarto mês consecutivo e que as exportações anuais devem superar 10 milhões de unidades. Segundo a revista China Newsweek, a Chery exportou 1,551 milhão de veículos em nove meses, incluindo 529 mil VNE (+136%), e a Geely exportou 484 mil VNE (+531%).
O crescimento traz desafios: a Comissão Europeia abriu em 30 de outubro uma investigação de salvaguarda sobre as importações de veículos híbridos, e o Ministério das Finanças e a Administração Tributária da China fixaram em 9% a restituição do IVA à exportação de VNE a partir de 1º de abril de 2027, ante 13% atualmente. Analistas apontam que as redes de pós-venda e o fornecimento de peças no exterior avançam mais devagar que as vendas.
